Como buscar ajuda
Você disse não. Isso é suficiente.
Se você é acompanhante ou profissional do sexo e passou por uma situação de violência sexual, saiba que existem caminhos, há pessoas preparadas para ajudar e você tem direitos garantidos por lei.
Importante: Este projeto não presta atendimento psicológico, jurídico ou policial diretamente. As informações abaixo têm caráter orientativo e visam encaminhar você aos órgãos e profissionais competentes.
Primeiros passos
O que fazer após uma violência sexual
Cada situação é única. Não existe uma ordem obrigatória — o mais importante é que você esteja seguro(a) e receba o apoio de que precisa.
Coloque-se em segurança
Se ainda estiver em perigo imediato, afaste-se do agressor e vá para um lugar seguro. Você pode ligar para o 190 (Polícia Militar) ou 192 (SAMU) em caso de emergência.
Busque atendimento médico
O atendimento médico é fundamental, mesmo que você não queira registrar boletim de ocorrência. Hospitais de referência oferecem profilaxia para HIV e outras ISTs, contracepção de emergência e cuidados gerais — de forma gratuita e sigilosa pelo SUS.
Preserve evidências (se possível)
Se você decidir registrar uma denúncia, tente não tomar banho, não trocar de roupa e não limpar o local antes do atendimento médico ou policial. Isso pode ajudar na coleta de provas — mas sua saúde e segurança sempre vêm primeiro.
Registre um boletim de ocorrência
Você pode registrar o B.O. em qualquer delegacia, mas as Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs) e as Delegacias de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCAs) têm equipes treinadas para esse tipo de atendimento.
Busque apoio emocional
Conversar com alguém de confiança — familiar, amigo(a) ou profissional de saúde mental — pode ajudar muito no processo de recuperação. Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e CREAS também oferecem apoio psicossocial gratuito.
Você não é culpado(a).
A violência sexual é sempre responsabilidade de quem a pratica. Independentemente das circunstâncias, do que você estava vestindo, de onde estava ou de qualquer outro fator — a culpa nunca é da vítima.
Canais de apoio
Onde buscar ajuda
Abaixo estão os principais canais de apoio disponíveis no Brasil. Em breve, esta seção será expandida com informações regionais detalhadas.
Central de Atendimento à Mulher
180Funciona 24 horas, 7 dias por semana. Atendimento gratuito e sigiloso para mulheres em situação de violência.
24h / 7 diasDisque Direitos Humanos
100Canal para denúncias de violações de direitos humanos, incluindo violência sexual contra crianças, adolescentes e adultos.
24h / 7 diasSAMU
192Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. Para emergências médicas que necessitem de atendimento imediato.
24h / 7 diasPolícia Militar
190Para situações de perigo imediato ou flagrante. Acionamento de emergência policial.
24h / 7 diasCVV – Centro de Valorização da Vida
188Apoio emocional e prevenção ao suicídio. Atendimento gratuito e sigiloso por telefone, chat e e-mail.
24h / 7 diasDelegacias Especializadas (DEAMs)
Consulte sua cidadeDelegacias de Atendimento Especializado à Mulher, com equipes treinadas para receber vítimas de violência sexual com acolhimento e sigilo.
Horários variadosEm breve: mais recursos regionais
Estamos trabalhando para incluir nesta página informações detalhadas sobre delegacias especializadas, hospitais de referência, serviços de assistência social e organizações de apoio em cada estado e município do Brasil. Se você conhece um serviço que deveria estar aqui, entre em contato conosco.
Tem dúvidas sobre seus direitos?
Acesse nossa página de Direitos da Vítima para entender, de forma clara e acessível, o que a lei garante a você.
